INCERTO
o que será que sou
sem saber ao menos o que seria
Seria sensato ter um momento de lucidez
trazer de volta a tona o
sabor de um romance ideal
trazer de volta a tona
o impacto de uma idéia colossal
Tento me concentrar
mas nada acerta
me desconcentro do incerto
cheio de certezas
minha cabeça gira,
meu corpo cala
e minha mente pira
será que sou eu ?
será que um dia saberei quem sou ?
só sei ao certo uma coisa
sou eu, somente eu..
domingo, 29 de março de 2009
sábado, 28 de março de 2009
Pobres Homens Humanos - 2001
Nem tudo é poesia
Um mero farol
Para um coração atracar.
Uma discordância sentimental
Na arte de amar
Tento falar ela me adoece
Nem todas as figuras são falantes.
Tomo minhas pílulas
E meu corpo adormece
Oh Deus por favor
Me ajude a enxergar a verdade !
Ninguém sorri quando sabe que vai morrer
Ninguém sorri ao ver a bomba
Sobrevoar a cidade.
Sombrias são aquelas noites
Que não escurecem.
São os pobres homens humanos
Que passam, ficam e contam
Os corpos no chão.
Vítimas da guerra urbana
Contra o seu próprio medo.
Nada melhor do que sentir-se
Vivo ao cair na solidão
Uma nuvem que carrega
A flor com o rabo
E o espinho do escorpião.
Você está feliz ?
Estou triste por não poder voar com os pássaros
E não correr sob os oceanos
Tive a minha chance
Mas não aproveitei
Como seria ser um mutante?
Um homem de formas e gritos
Princípios discretos ou palhaços
Apenas passo
Como o vento que sopra seus cabelos.
Um mero farol
Para um coração atracar.
Uma discordância sentimental
Na arte de amar
Tento falar ela me adoece
Nem todas as figuras são falantes.
Tomo minhas pílulas
E meu corpo adormece
Oh Deus por favor
Me ajude a enxergar a verdade !
Ninguém sorri quando sabe que vai morrer
Ninguém sorri ao ver a bomba
Sobrevoar a cidade.
Sombrias são aquelas noites
Que não escurecem.
São os pobres homens humanos
Que passam, ficam e contam
Os corpos no chão.
Vítimas da guerra urbana
Contra o seu próprio medo.
Nada melhor do que sentir-se
Vivo ao cair na solidão
Uma nuvem que carrega
A flor com o rabo
E o espinho do escorpião.
Você está feliz ?
Estou triste por não poder voar com os pássaros
E não correr sob os oceanos
Tive a minha chance
Mas não aproveitei
Como seria ser um mutante?
Um homem de formas e gritos
Princípios discretos ou palhaços
Apenas passo
Como o vento que sopra seus cabelos.
Você Pode - 2000
Você pode me ouvir ?
A tanto tempo tentando
Explicar o meu medo
De beijar a chuva seca
Você pode me ver ?
Sentir a batida
Do meu coração
Com o andar e voar dos belos pássaros
Sozinho na ultima ilha
Da ligação entre o seu,
E o meu
Da ultima conexão
entre o céu e a terra
O último elo perdido
De paz entre as guerras.
Meu navio está partindo
Tenho que voltar pra casa
Comigo carrego a lembrança
Do acaso, do caminho e do nada.
Eu estou chamando por você
Vendo o que seus olhos teimam em ver
Você está me ouvindo ?
O som da minha voz,
Olhando no seu interior
Te sentindo
Te acariciando
Te consumindo
Certamente ao te ouvir
Não percebem o som
Aquele que joga
em nossos pensamentos
Aquele que apaga
As palavras finais
Do nosso julgamento
A tanto tempo tentando
Explicar o meu medo
De beijar a chuva seca
Você pode me ver ?
Sentir a batida
Do meu coração
Com o andar e voar dos belos pássaros
Sozinho na ultima ilha
Da ligação entre o seu,
E o meu
Da ultima conexão
entre o céu e a terra
O último elo perdido
De paz entre as guerras.
Meu navio está partindo
Tenho que voltar pra casa
Comigo carrego a lembrança
Do acaso, do caminho e do nada.
Eu estou chamando por você
Vendo o que seus olhos teimam em ver
Você está me ouvindo ?
O som da minha voz,
Olhando no seu interior
Te sentindo
Te acariciando
Te consumindo
Certamente ao te ouvir
Não percebem o som
Aquele que joga
em nossos pensamentos
Aquele que apaga
As palavras finais
Do nosso julgamento
Olhe - 1999
Olhe - 1999
Olhe para aquilo que não se vê
E sinta
O cheiro e o carinho
De um leve perfume de rosas
Olhe para o céu e veja
O caminho que te segue
Estampado nas estrelas
A brilhar no horizonte
Olhe para a cinza da fogueira
E veja a cor que o verde absorve
Do azul, da natureza
Olhe para o espelho e veja
A beleza de um corpo nu
Olhe para a rua e sinta
A angústia
Dos menos favorecidos
E a tragédia
Dos mais desesperados
Abra os olhos e veja
Sinta e viva
O caminho daqueles
Que sonham acordado.
Olhe para aquilo que não se vê
E sinta
O cheiro e o carinho
De um leve perfume de rosas
Olhe para o céu e veja
O caminho que te segue
Estampado nas estrelas
A brilhar no horizonte
Olhe para a cinza da fogueira
E veja a cor que o verde absorve
Do azul, da natureza
Olhe para o espelho e veja
A beleza de um corpo nu
Olhe para a rua e sinta
A angústia
Dos menos favorecidos
E a tragédia
Dos mais desesperados
Abra os olhos e veja
Sinta e viva
O caminho daqueles
Que sonham acordado.
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