sábado, 28 de março de 2009

Pobres Homens Humanos - 2001

Nem tudo é poesia
Um mero farol
Para um coração atracar.
Uma discordância sentimental
Na arte de amar

Tento falar ela me adoece
Nem todas as figuras são falantes.
Tomo minhas pílulas
E meu corpo adormece
Oh Deus por favor
Me ajude a enxergar a verdade !

Ninguém sorri quando sabe que vai morrer

Ninguém sorri ao ver a bomba
Sobrevoar a cidade.
Sombrias são aquelas noites
Que não escurecem.

São os pobres homens humanos
Que passam, ficam e contam
Os corpos no chão.
Vítimas da guerra urbana
Contra o seu próprio medo.
Nada melhor do que sentir-se
Vivo ao cair na solidão
Uma nuvem que carrega
A flor com o rabo
E o espinho do escorpião.

Você está feliz ?
Estou triste por não poder voar com os pássaros
E não correr sob os oceanos

Tive a minha chance
Mas não aproveitei
Como seria ser um mutante?
Um homem de formas e gritos
Princípios discretos ou palhaços

Apenas passo
Como o vento que sopra seus cabelos.

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