Nem tudo é poesia
Um mero farol
Para um coração atracar.
Uma discordância sentimental
Na arte de amar
Tento falar ela me adoece
Nem todas as figuras são falantes.
Tomo minhas pílulas
E meu corpo adormece
Oh Deus por favor
Me ajude a enxergar a verdade !
Ninguém sorri quando sabe que vai morrer
Ninguém sorri ao ver a bomba
Sobrevoar a cidade.
Sombrias são aquelas noites
Que não escurecem.
São os pobres homens humanos
Que passam, ficam e contam
Os corpos no chão.
Vítimas da guerra urbana
Contra o seu próprio medo.
Nada melhor do que sentir-se
Vivo ao cair na solidão
Uma nuvem que carrega
A flor com o rabo
E o espinho do escorpião.
Você está feliz ?
Estou triste por não poder voar com os pássaros
E não correr sob os oceanos
Tive a minha chance
Mas não aproveitei
Como seria ser um mutante?
Um homem de formas e gritos
Princípios discretos ou palhaços
Apenas passo
Como o vento que sopra seus cabelos.
sábado, 28 de março de 2009
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